Biografia

Gina Tronconi é mineira de nascimento e anapolina de coração. Quem conhece a pediatra intensivista Gina Tronconi sabe do seu amor por Anápolis. Desde que chegou à cidade, na década de 80, aos 22 anos, recém-formada em Medicina, ela iniciou sua história na área médica, sempre atuante e comprometida com a saúde da criança de forma integral.

No extinto Hospital Dom Bosco, Gina Tronconi esteve à frente do serviço de Terapia Intensiva, da mesma forma foi convidada a coordenar outras UTIs em diferentes hospitais, sempre demonstrando ética e responsabilidade, motivando e valorizando toda a equipe de médicos, enfermeiros e técnicos. Reiteradamente, Gina Tronconi destaca que o serviço e o atendimento em saúde devem ser integrados e todos os funcionários valorizados.

Atualmente é coordenadora da UTI Pediátrica da Santa Casa de Misericórdia e plantonista na UTI Neonatal. Servidora pública municipal, a médica durante anos dedicou-se aos atendimentos à comunidade carente em diferentes bairros da cidade, além dos Distritos. Foi coordenadora da então enfermaria do Hospital Municipal e hoje é médica visitadora na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Sempre dedicada à pediatria, Gina Tronconi atende regularmente em seu consultório, localizado na Travessa Souza, na região central de Anápolis. E como uma apaixonada pela Medicina, é professora de Habilidades Médicas na Faculdade de Medicina da UniEvangélica.

Vida Pública

Gina Tronconi enquanto médica sempre teve contato com as demandas sociais do município. Desde que chegou a Anápolis, ela iniciou projetos sociais e implementou parcerias com instituições para desenvolver atividades com o objetivo de melhorar as condições de vida da comunidade. Era justamente nos bairros mais afastados, que ela observava as carências sociais e buscava, dentro das suas possibilidades, a solução dos problemas. Sempre atuante nos conselhos municipais, participava de reuniões, debates e em seus pronunciamentos apresentava a realidade vivida, principalmente pelas crianças e adolescentes em situação de risco, violência sexual, abandono. Foi justamente neste contexto de atuação em meios aos movimentos da sociedade organizada, que Gina Tronconi decidiu entrar para a política.

Foi então que em 2008 disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara Municipal de Anápolis, sendo eleita. Durante o seu mandato teve Leis de clamor popular sancionadas, projetos implementados, como o combate ao Bullying escolar, a fiscalização ostensiva para coibir o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, além da sua luta em prol da acessibilidade no município e inclusão dos portadores de necessidades especiais.

Gina Tronconi imbuída da sua responsabilidade enquanto vereadora fiscalizou e questionou os gastos da administração municipal; criticou a ausência de serviços urbanos nos bairros mais afastados; questionou a implantação do programa Minha Casa, Minha Vida, um benefício, mas com enorme segregação social; defendeu os direitos dos servidores municipais, principalmente da Saúde e da Educação; participou de comissões ligadas a Segurança Pública e por diversas vezes conheceu a realidade do presídio e do Centro de Internação de Menores.

A saúde pública sempre foi sua bandeira, por isto, durante o seu mandato lutou para que a Prefeitura Municipal valorizasse os prestadores de serviços, os hospitais; diante de atraso de repasses (que são fundamentais para a manutenção dos serviços prestados pela rede hospitalar), fez pronunciamentos na tribuna; apresentou ações e atividades possíveis de serem implementadas para a melhoria do atendimento nas unidades de saúde, e, sobretudo de valorização dos profissionais.

Mestrado e Instituto

Em 2012, quando chegou ao fim seu mandato, não sendo reeleita em decorrência da falta de coeficiente eleitoral, Gina Tronconi decidiu investir em sua vida acadêmica, buscando por meio do Mestrado Interdisciplinar desenvolver uma pesquisa sobre a segregação social e urbana dos Residenciais do Projeto Minha Casa, Minha Vida. Em fase de conclusão, ela apresenta a sua Dissertação, tendo como estudo de caso o Residencial Leblon. A médica investiu ainda na implementação de ações sociais por meio do seu instituto que leva o nome do seu pai Washington Campos. Com ampla atuação em diversos bairros da cidade, o projeto tem como slogan ‘não é preciso de muito para mudar o futuro’. Uma demonstração de que uma rede de voluntariado forte é sim capaz de propor mudanças significativas na sociedade.